quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ausência

O rancor de minhas palavras sumiu
E sumiu junto com tantas outras coisas
Que nem sei mais o que sou quando escrevo

Pois, sinceramente, não sei o que me falta.

Devo ter perdido à vontade de escrever
Perdendo muito do meu tempo procurando o que gosto de fazer
Sem saber se o que faço, faço por gostar.

Transformei os momentos da minha vida em um refrão de musica triste
Onde não há mais jogo
Não há regras novas
E nem as velhas funcionam mais

Talvez no fim do jogo
Consiga entender e aprender
O que me tornei

E quem sabe assim
Talvez seja duradouro.

2 comentários:

  1. Oi!
    "Ausência" me lembra (um pouco) Álvares de Azevedo, poeta da 2ª geração romântica.O poema revela a perda de algo,mas mesmo c/ essa perda o poeta não se considera vencido,pois no final
    surge a possibilidade para um recomeço...It is beautiful!!
    Um grande abraço,
    Sandra/Escola Paulo Freire.

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